terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A novidade do Amor

Ano novinho em folha. É chegado o momento do "sacudir a poeira" e dar a-que-la faxina na vida.

E foi exatamente neste propósito que comecei a limpar as gavetas dos armários de casa e... eis que grata surpresa! Encontrei uma preciosidade: uma folha de papel, já amarelecida pelo tempo, desnudando um coração...

Era um rascunho de poema, feito à mão, sem qualquer pretensão de notoriedade ou publicidade. Linhas de confissão de um coração pueril e ansioso por um novo sentir. Palavras a explorar as primeiras lições do que venha a ser o AMOR... Um não-sei-o-quê indefinido por natureza, incompreensível por fugir à razão, que dói e não se sabe o porquê, que é covarde, porque nos pega de surpresa, e, contudo, faz até os brutos esmorecerem...

Pois foi esta magia que, há alguns anos, transbordou da pena de um poeta ignoto. Provavelmente, nem ele o sabia poeta...

Pela pureza e doçura de suas palavras imersas na descoberta do Amor e pela singeleza de seus versos perquirindo o novo... Tenho o maior orgulho de apresentar Felipe de Carvalho Ribeiro em seu primeiro contato com o mistério do "gostar apesar de".

Novidade, para mim, foi vê-lo poeta, Maninho! 2010 não poderia ter começado melhor! Descobrir-se é sinal de que mergulha, profundamente, nas gavetas de seu coração! E - convenhamos! - descobri-lo, foi um "diving" nas gavetas do meu também!


"AMOR INCOMPREENSÍVEL

(por Felipe de Carvalho Ribeiro)


A maior perda de tempo

é aquela destinada

à tentativa de decifrar o Amor

Pois este é um sentimento incontrolável

que toma do sangue

o caminho para o coração

Estou falando do Amor...

Aquele que faz

com que o corpo flutue

no mesmo plano

em que o pensamento voa

Aquele que faz

com que as pessoas riam de si mesmas

Aquele que faz com que o mundo

pare por alguns instantes

Aquele que deixa

as pessoas como bobas

aos olhos de quem não ama

Aquele que faz

esquecermos de tudo

Amor covarde

que nos pega de surpresa

domina

e faz de nós

frágeis como criança..."


5 comentários:

  1. Filhos, amo vcs!
    Felipe, parabéns pelo poema, não puxou a mãe, mas saiu parecido com a vó.
    Beijos!

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  2. "Mal" de família...

    Parabéns, Felipe!

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  3. Prezada Patrícia,
    Parabéns pela sensibilidade que você mostra em todas as postagens. Dificil escolher qual a excelente ... todas são.
    Mil Felicidades !
    João Aguilar
    www.luzdkwanyin.blogspot.com

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  4. Sr Anonimo.

    Ó nóis aqui trá veis

    On a vu souvent
    Rejaillir le feu
    De l'ancien volcan
    Qu'on croyait trop vieux
    Il est paraît-il
    Des terres brûlées
    Donnant plus de blé
    Qu'un meilleur avril
    Et quand vient le soir
    Pour qu'un ciel flamboie
    Le rouge et le noir
    Ne s'épousent-ils pas
    Ne me quitte pas

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  5. Hoje entendo, mas em algumas vidas poderei (tentarei) produzir algo.

    Não sou da família, mas fico muito feliz com estes dois.

    Parabéns

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